
Os recorrentes ataques e declarações preconceituosas à população do Nordeste, durante ato político bolsonarista da Independência, expõem a face mais perversa da polarização política no país.
Discursos que associam a região ao atraso, sugerem a exclusão econômica de seus trabalhadores ou pregam a divisão territorial, então revelam a incapacidade de certo grupo em aceitar a soberania popular nas urnas, e a diversidade sociocultural, que constrói a identidade brasileira.
O Nordeste não é apenas um pilar fundamental da formação histórica do Brasil, cultural e econômico, mas também o motor de resistência e de projetos de desenvolvimento voltados à inclusão social e à soberania.
Tratar o trabalhador nordestino com desdém — justo aqueles que migraram e ergueram a infraestrutura das grandes metrópoles do Sudeste — é um sintoma claro de elitismo regional que atenta contra a própria integridade da nação. Fascismo, e pregação de ódio ao outro ser humano. Não é o Brasil que queremos!