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CADA UM TEM UMA BALA…

Por Aloisio Reis
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Recentemente a Rede Globo reportou um fragrante de helicóptero, sobre um festival de balões em Santa Izabel (parte não dominada pelo CV) São Gonçalo, e as polícias logo se movimentaram para mostrar competência, ou seja, a competência existe sim, só não é de interesse do poder … como também observamos as 3 grandes Delegacias de São Gonçalo e o 7º Batalhão, se movimentando quando as asseguradoras começaram a ter enormes prejuízos, com roubos de carga na BR101, no perímetro de São Gonçalo, e teve resultado rápido.

A questão é … até que ponto o povo de São Gonçalo pode confiar nas polícias da cidade? E porque há uma normalização dos políticos da cidade, referente a insegurança pública. É bem visível que até a política de segurança pública de Cláudio Castro, segue sobre o tráfico de influência política, sem qualquer planejamento de ação e resultados. Pois
em torno de 40% do território urbano de SG, o 7º não consegue mais patrulhar ostensivamente, pois o Estado perdeu o domino da lei e da ordem.

Paralelo à perda de território pelo Estado de Direito, pela Corrupção Política e Policial, temos em SG 3 Delegacias que, diferentes das da capital, não se vê prisões de líderes de bandos de bandidos, e seus associados … a impressão é que estão bem a vontade em seus domínios, e confiantes na impunidade.

Da mesma forma que a GloboPlay fez a série “Vale o escrito”, precisa fazer outra igual sobre a cultura do crime no Rio de Janeiro, desde o uso artístico em músicas e líderes artísticos como os MCs, como o POSE, cantores de samba como foi o caso do Belo, outros casos como de jogadores de Futebol associados a facções etc… e aos políticos de Direita (Bolsonaristas), que dominam o poder no Estado a muito tempo, numa troca entre áreas esclusivas eleitorais por uma séries de proteções e trocas institucionais, como por exemplo: certa inoperância policial. Todo esse sofrimento entre os moradores de comunidade, até mesmo as operações que pouco dão resultados, e são mesmo utilitários midiáticas, é um projeto de manutenção de poder … o que deveria ser “Vigiar e Punir”, hoje estamos em “Junto Lucramos”.

Mas cada um tem uma bala, para uma metralhadora imbatível, que se acionada com inteligência o crime perde a guerra, a educação cresce entre nós, a riqueza se desconcentra das mãos brancas e tradicionais, a corrupção vira cadeia, é o seu voto individual e secreto, é a nossa única arma.

Em São Gonçalo, diante do caos na segurança pública, as respostas do 7º são pouco relevantes, não liberta a população refém. As delegacias nada de relevante se apresentam ao povo, em relação a desarticulação do Estado paralelo com eficácia.

Quando a cultura da corrupção e do crime vencem … um inverso de valores é absorvido por uma população inculta, que forma a base da sociedade. É visto que a cultura do crime se fortalece entre os nossos jovens, comprovado na porta do presídio na soltura do Poze, na idolatria a ostentação em ouro, carros e luxo, ao mesmo tempo que aparenta uma humildade comunitária. Outro fato foi a eleição do pai e irmã do Gabriel Monteiro, mesmo preso. E os golpistas prestes a serem anistiados pelos que deveriam zelar pela Lei e ordem democrática. Os políticos corruptos nunca saem do poder, compram suas eleições e mantém os privilégios de suas famílias perpetuarias, exemplo: Marco Abraão e Eduardo Cunha. E outros sendo preparado para perpetuar as hemorragias do dinheiro público e a manutenção do poder dessa elite dominante Estadual, Rodrigo Barcelar …

É preciso um shock de consciência na população, missão quase utópico em tempos de desilusões, de barricada e a epidemia de drogas, no clienterismo no uso da máquina pública, engrenagem dessa cultura do crime.

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